quarta-feira, 6 de maio de 2015

ALEXANDRE COLARES: ESCLARECIMENTOS

Foto com a família no seu aniversário

Em reunião de preparação para Ação e Comemoração do Dia das Mães no próximo sábado a partir das 7 horas no seu Sitio na Pitombeira com "Café da Manhã especial", ditribuição de presentes e atendimento especial às mulheres.

O pré-candidato a prefeito em 2016 Alexandre Colares esclarece, boatos criados por possíveis adversários como aliança com o atual prefeito do município Walber Furtado, como o de que estará assumindo a secretaria de Saúde. Assim como Injurias e calunias pessoas envolvendo sua família por parte de adversários. Acompamos Colares na entrevista ao Blog JM, veja:
Blog do JM – Dr. Alexandre Colares há boatos na cidade de que e você agora está se aliando ao prefeito de Pindaré Walber Furtado?
[Com tom de risos] Eu não sei de onde saiu esses comentários, eu quando assumir a liderança desse grupo eu disse que qualquer decisão que eu tomasse, colocaria primeiro para decidir junto com o grupo. Mas não teve esse contato, não conversamos, não tenho nada contra o prefeito, mais não tivemos essa conversa, são boatos implantados por adversários.
[No entanto continue insistindo] Boatos dão conta que havia acontecido um encontro em São Luis com o prefeito na segunda, no caso ontem, isso procede?

Alexandre Colares – Ontem foi meu plantão em Monção, apesar de ter ido em São Luis, mas foi a uma reunião com o secretário de saúde Marcos Pacheco, encontrei com ele nessa reunião, com outros diretores de hospitais, e logo em seguida retornei para o meu plantão. Então essa conversa não existiu”.
Outro assunto que surgiu em forma de boatos pela cidade, seria uma crise familiar do médico. Por se tratar de um assunto pessoal, deixamos a critério do Dr. Alexandre se queria falar sobre o assunto. Acompanhe abaixo o que ele falou.

Alexandre Colares – Não tenho problema pessoal nenhum com minha família, estamos todos bem graças a Deus, minha esposa, meus familiares. Nós temos uma família muito unida, principalmente com minha querida mãe. São muitos os boatos, chingamentos e rótulos descabidos e inescrupulosos, que o tempo vai mostrando quem ta com a verdade. As tentativas de me atingir de forma desleal e desesperada é sinal de que nosso projeto está no rumo certo, inclusive com muitas adesões e apoios e isso incomoda...
E continuou, – na política nós entendemos e aprendemos que, quando se não tem com o que bater, pela questão de eu nunca ter sido um gestor público, as pessoas acabam que vão bater na sua vida pessoal, fica denegrido sua imagem, mais hoje já entendemos isso e, estamos maduros, para ouvir essas coisas, e filtrar e tocar o nosso barco para a frente.

Blog do JM – O deputado André Fufuca tanto em seu aniversário quanto na reunião de Henrique Salgado pegou a união dos grupos da oposição. Da sua parte ainda existe a possibilidade de unir os grupos?
Alexandre Colares – Nosso grupo está aberto para conversa com qualquer pessoa que tiver interessado a participar do nosso projeto, o André Fufuca em nosso aniversário, disse que prega a união, e eu digo que nós estamos abertos a qualquer grupo político que quiser somar, qualquer nível social, que quiserem integrar um grupo novo, da “Renovação”, que tem um grande interesse pelo crescimento do Pindaré. Nós estamos aptos a ouvir e somar, nossas portas estão abertas para todos.   
Blog do JM – E a mensagem que você deixa para as Mães de Pindaré?

Alexandre Colares – Nós no sábado (09/05) vamos fazer nossa consulta rotineira, nossa ação e durante as consultas iremos oferecer um café da manhã para as mães com distribuição de muitos brindes.
“Queria dizer a todas as mães do Pindaré, do Vale do Pindaré, a minha mãe, a todas as mães eu parabenizo, pois sabemos que o que somos hoje é graça ao apoio que nós temos de nossas mães, e que sei que de verdade é a que sempre está torcendo, cuidando e horando por nós, então parabéns a todas as mães do Pindaré”.   


IGUALDADE RACIAL: MINISTRA EM SÃO LUIS

Na tarde desta segunda-feira (4) a visita da ministra da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), Nilma Lino Gomes, movimentou os movimentos negros do Maranhão, ela que veio a São Luís com atividades da Caravana Pátria Educadora pela Promoção da Igualdade Racial e Superação do Racismo. A reunião teve como objetivo ampliar o diálogo e firmar parcerias a fim de fortalecer a pauta de igualdade racial em todo o país.
Diante da explanação de secretários municipais sobre as ações relacionadas à igualdade racial, a ministra avaliou como positiva a atuação da Prefeitura nesta área.

“Dentro da secretaria que trabalha com as ações afirmativas, também há um recorte de promoção de igualdade racial e existe um plano de promoção de igualdade racial que já está em curso".


Estiveram presentes, o Governador do Maranhão Flávio Dino, a ministra da Igualdade Racial Nilma Nilo Gomes, o secretário estadual de Igualdade Racial Gerson Pinheiro, secretário Bira do Pindaré, deputados, prefeitos, gestores da igualdade, a sociedade civil, povo de Terreiro e Comunidades Quilombolas.

Em seu discurso, o governador classificou esse evento como de fundamental importância ao povo negro do Maranhão e que pretende criar projetos visando realizar concurso público com cota especial aos negros.

A ministra prometeu dar atenção especial ao Maranhão onde 70% se auto identificam negra, afirmando que a base para acabar com o racismo é a educação.


A prefeitura de Pindaré Mirim, através do departamento municipal de Igualdade Racial, participou nesta terça – feira (05), no auditório do Palácio de Lá Roque, em São Luís da solenidade de adesão do estado do Maranhão ao Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial (SINAPIR). O Município de Pindaré esteve representado pelo gestor do departamento, Janílson Magno.
A ministra afirmou que irá percorrer todas as regiões do Brasil levando informações sobre o Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial, o Sinapir, estimulando a criação e fortalecimento dos organismos de promoção da igualdade racial em âmbito municipal e estadual.

ALERTA NA SEGURANÇA PÚBLICA

O governo do Maranhão não pode perder a rédea na Segurança Pública. Desde que assumiu o comando do estado, o governador Flávio Dino tem monitorado dia a dia as ações desempenhadas para combater a criminalidade. A segurança é um dos setores que tem demandado mais esforço e dedicação do governador.
Em quase quatro meses, o Maranhão vive uma realidade diferente da gestão passada, no que concerne à atuação das facções criminosas. Incêndio a ônibus, rebeliões no complexo de Pedrinhas, decapitações, arrastões, terrorismo entre a população faziam parte do cotidiano maranhense na gestão de Roseana Sarney. Hoje, o governo do estado tem o controle da segurança.
Evidente que não se chegou ao patamar desejado (roubos, assaltos, execuções ainda acontecem num nível anormal), porém nota-se um certo rigor do comando da segurança pública no enfrentamento à criminalidade. A Polícia Militar está presente na ruas, há empenho da maioria da corporação em proteger a sociedade e existe, muito mais que isso, firmeza no combate à marginalidade. Não há recuo.
Por outro lado, as mortes do final de semana, a execução do presidente da Câmara de Santa Luzia, assaltos a ônibus e a bancos no interior, alude a um passado bem recente em que o afrouxamento do governo atrelada a total falta de comando fizeram com que, no governo Roseana Sarney, o estado perdesse o controle da situação e os bandidos tomassem de conta.
O governo do estado precisa se manter vigilante, o serviço de inteligência ativo e as forças de segurança preparadas no intuito de que esse passado tenebroso não retorne e passe a assombrar a vida dos maranhenses. Tudo depende de planejamento e organização.
Nota-se um avanço da criminalidade, os incidentes ocorridos nos últimos dias não deve ser encarado como fatos normais do cotidiano ou meramente situações atípicas. Na outra ponta, a Secretaria de Segurança precisa empregar respostas enérgicas, céleres e eficientes. O abrandamento, o corpo mole, a incompetência, inércia, inabilidade e o descaso do sistema de segurança é visto pela bandidagem como um sinal para avançar. O discurso que impressiona sem ação/resposta concreta não tem efeito algum quando está em jogo o combate ao crime.
Nesse aspecto, o atual governo deve encarar os últimos acontecimentos (assaltos, mortes, pistolagem) em sinal de alerta, com o máximo de seriedade. Há um desequilíbrio latente e isto não pode ser visto com passividade. É necessário antever ao que as organizações criminosas estão preparando – a máfia não está adormecida – bem como agir no sentido de desmontar qualquer ação vindoura das facções. O mal não cochila, aguarda apenas uma brecha para operar. É isso!
(Do Blog John Ctrim)

segunda-feira, 4 de maio de 2015

EMPRESÁRIO ZÉ DO VALE MORRE EM SÃO LUIS

Faleceu no começo da noite de sábado em São Luís no Hospital UDI, aos 84 anos, o empresário José do Vale um dos mais importantes da região do Pindaré e do maranhão. José do Vale passou por uma cirurgia cardíaca na semana passada, mas a mesma provocou-lhe outros problemas de saúde que acabou por levá-lo a óbito por volta das 19 horas de ontem, sábado, dia 2 de maio. O corpo do empresário que por mais de cinco décadas viveu entre Pindaré e Santa Inês, foi velado na Pax União, e foi sepultado nesta manhã de domingo, por volta das 11 horas lá mesmo em São Luís onde morava ultimamente com e maioria de seus filhos e netos e a esposa Flor do Vale que fica viúva. 

       A notícia da morte do empresário pegou muita gente de surpresa em Santa Inês e Pindaré, vez que desde que ele desembarcou na região, foi um dos propulsores da economia em quase todos os seus segmentos. 
Ele chegou a Pindaré no ano de 1955, morou na casa que hoje abriga a sede do INCRA, já casado e com os primeiros filhos, para gerenciar uma usina de arroz, o município vivia o ciclo do arroz. Depois Zé do Vale, como ficou conhecido, montou seu próprio negócio no mesmo ramo, se instalando em Santa Inês no final da década de 80. Além das usinas de arroz, ele migrou para outras atividades comerciais e investiu na Construção Civil, construindo com o filho Natanael Vale o primeiro conjunto residencial de Santa Inês, localizado no centro da cidade. De Santa Inês, seus negócios através dos filhos, alcançaram São Luís e nas últimas décadas os Vale construíram grandes edifícios residenciais em São Luís, todos com nomes que levam o sobrenome da família, ganhando notoriedade na capital. Zé e Dona Flor moraram em Santa Inês até 2012, mas devido a problemas de saúde que o mesmo já enfrentava, muito embora mantinha-se de pé, e acompanhando os negócios da família, mudou-se para São Luís onde foi sepultado por volta das 11 horas da manhã no Parque da Saudade, nos Vinhais.

       José do Vale, além da viúva, deixa 9 filhos, entre eles o ex-vereador por Santa Inês Natanael Vale, hoje à frente dos negócios da família com Dona Flor, e a esposa do ex-prefeito de Santa Inês Alexandre Dames, Dona Assunção, e cerca de 23 netos. A família ainda mantém muitos negócios em Santa Inês e na região. Vários empresários da cidade, ao tomarem conhecimento da morte de Zé do Vale fizeram questão de lamentar o ocorrido, como foi o caso por exemplo, do empresário João Rolim, por telefone lá em Brasília onde se encontra, que lamenta muito a morte de Zé do Vale: “fomos grandes parceiros em vários negócios, e desde quando cheguei em Santa Inês em 1973, que acompanho a vida séria e honesta de Zé do Vale, um empresário que foi um dos primeiros a acreditar no potencial econômico de Pindaré e Santa Inês. Ele deixa um exemplo muito grande para quem sonha ser alguém na vida, e deixa uma lacuna enorme no meio empresarial de Santa Inês, da região e do Maranhão. "Quero aqui, em nome dos colegas empresários de Santa Inês e maranhenses,  transmitir à família de Zé do Vale, nossos pêsames e pedir  a Deus que conforte sua família”, ressaltou João Rolim".   
(Informações do Agora Santa Inês)

EXCURSÃO PARA ALCÂNTARA

Para você que gosta de viajar para um lugar agradável e em boa companhia, taí uma boa pedida. 
Uma excursão está sendo organizada para o encerramento do festejo do Divino Espírito Santo na cidade histórica de Alcântara. 
A mesma acontecerá no dia 23/03 de Maio, ao preço de R$ 100 por pessoa, a saída será as 21horas e o retorno dia 24 às 18 horas. A organização é de D. Luiza de Cesário. Os interessados em participar da mesma obterão mais informação com ela em sua residência na Rua da Boa Vista ou pelos celulares: 987375662 e 981030845. Participe e terás a oportunidade de conhecer essa cidade histórica e um dos maiores festejos do Brasil.

sábado, 2 de maio de 2015

COMEPPIM DIVULGA NOTA PÚBLICA: 4 MILHÕES PARA A EDUCAÇÃO

A Comissão Especial de Professores de Pindaré-Mirim (COMEPPIM) 

Nota Pública

1-Vem por meio deste expediente divulgar que o município recebeu neste dia 29/04 recurso de coplemento da União para a educação na ordem de R$ 3.960.160,24 milhões de reais. 

2-Alerta para a necessidade de continuar a luta pela valorização dos profissionais da educação do município, com a efetivação Plano de cargos, carreira e salários; 

3- Que o aporte de recursos  de quase 4 milhões de reais para a educação só no mês de Maio, deverá ser partilhado entre os docentes como compensação salarial;

4-Faz-se necessário intensificar os encontros para pressionar os órgãos competentes para que mais um recurso, à exemplo do último na ordem de 2 milhões que ninguém sabe para onde foi. Os encontros deverão acontecer durante toda a semana. 
Veja demonstrativo do SISBB.





CONVERSANDO COM VOCÊ COM MARCUS SALGADO

PARA REFLETIR
Por MARCUS SALGADO
  
Um dos discursos mais citados, feito por um dos homens mais brilhantes da nossa história recente.
Em 12 de junho de 2005, Steve Jobs, então presidente-executivo da Apple Computer e da Pixar Animation Studios, fez um discurso aos formandos da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos. 

O texto em que Jobs fala de sua vida, de sua opção por não cursar uma faculdade e no qual dá alguns conselhos aos estudantes, ficou famoso e repercute até hoje, sendo volta e meia republicado e lembrado. Confira a íntegra do discurso. Foto: Universidade de Stanford / Divulgação Discurso proferido em junho de 2005 foi, segundo Jobs, o mais perto que ele chegou de uma formatura universitária Foto: Universidade de Stanford / Divulgação » Apple encara possibilidade de um fuuro sem Jobs » Quem é o homem que vai substituir Jobs » Fórum: opine sobre a Apple sem Steve Jobs É preciso encontrar o que você ama" "Estou honrado por estar aqui com vocês em sua formatura por uma das melhores universidades do mundo. 

Eu mesmo não concluí a faculdade. Para ser franco, jamais havia estado tão perto de uma formatura, até hoje. Pretendo lhes contar três histórias sobre a minha vida, agora. Só isso. Nada demais. Apenas três histórias. A primeira é sobre ligar os pontos. Eu larguei o Reed College depois de um semestre, mas continuei assistindo a algumas aulas por mais 18 meses, antes de desistir de vez. Por que eu desisti? Tudo começou antes de eu nascer. Minha mãe biológica era jovem e não era casada; estava fazendo o doutorado, e decidiu que me ofereceria para adoção. Ela estava determinada a encontrar pais adotivos que tivessem educação superior, e por isso, quando nasci, as coisas estavam armadas de forma  que eu fosse adotado por um advogado e sua mulher. Mas eles terminaram por decidir que preferiam uma menina. Assim, meus pais, que estavam em uma lista de espera, receberam um telefonema em plena madrugada ¿"temos um menino inesperado aqui; vocês o querem?" Os dois responderam "claro que sim". Minha mãe biológica descobriu mais tarde que minha mãe adotiva não tinha diploma universitário e que meu pai nem mesmo tinha diploma de segundo grau. Por isso, se recusou a assinar o documento final de adoção durante alguns meses, e só mudou de idéia quando eles prometeram que eu faria um curso superior. 

Assim, 17 anos mais tarde, foi o que fiz. Mas ingenuamente escolhi uma faculdade quase tão cara quanto Stanford, e por isso todas as economias dos meus pais, que não eram ricos, foram gastas para pagar meus estudos. Passados seis meses, eu não via valor em nada do que aprendia. Não sabia o que queria fazer da minha vida e não entendia como uma faculdade poderia me ajudar quanto a isso. E lá estava eu, gastando as economias de uma vida inteira. Por isso decidi desistir, confiando em que as coisas se ajeitariam. Admito que fiquei assustado, mas em retrospecto foi uma de minhas melhores decisões. Bastou largar o curso para que eu parasse de assistir às aulas chatas e só assistisse às que me interessavam. Nem tudo era romântico. Eu não era aluno, e portanto, não tinha quarto; dormia no chão dos quartos dos colegas; vendia garrafas vazias de refrigerante para conseguir dinheiro; e caminhava 11 quilômetros a cada noite de domingo porque um templo Hare Krishna oferecia uma refeição gratuita. Eu adorava minha vida, então. E boa parte daquilo em que tropecei seguindo minha curiosidade e intuição se provou valioso mais tarde. Vou oferecer um exemplo. Na época, o Reed College talvez tivesse o melhor curso de caligrafia do país. Todos os cartazes e etiquetas do campus eram escritos em letra belíssima. Porque eu não tinha de assistir às aulas normais, decidi aprender caligrafia. Aprendi sobre tipos com e sem ser rifa, sobre as variações no espaço entre diferentes combinações de letras, sobre as características que definem a qualidade de uma tipografia. Era belo, histórico e sutilmente artístico de uma maneira inacessível à ciência. Fiquei fascinado. Mas não havia nem esperança de aplicar aquilo em minha vida. 

No entanto, dez anos mais tarde, quando estávamos projetando o primeiro Macintosh, me lembrei de tudo aquilo. E o projeto do Mac incluía esse aprendizado. Foi o primeiro computador com uma bela tipografia. Sem aquele curso, o Mac não teria múltiplas fontes. E, porque o Windows era só uma cópia do Mac, talvez nenhum computador viesse a oferecê-las, sem aquele curso. É claro que conectar os pontos era impossível, na minha era de faculdade. Mas em retrospecto, dez anos mais tarde, tudo ficava bem claro. Repito: os pontos só se conectam em retrospecto. Por isso, é preciso confiar em que estarão conectados, no futuro. É preciso confiar em algo - seu instinto, o destino, o karma. Não importa. Essa abordagem jamais me decepcionou, e mudou minha vida. 

A segunda história é sobre amor e perda. Tive sorte. Descobri o que amava bem cedo na vida. Woz e eu criamos a Apple na garagem dos meus pais quando eu tinha 20 anos. Trabalhávamos muito, e em dez anos a empresa tinha crescido de duas pessoas e uma garagem a quatro mil pessoas e US$ 2 bilhões. Havíamos lançado nossa melhor criação - o Macintosh - um ano antes, e eu mal completara 30 anos. Foi então que terminei despedido. Como alguém pode ser despedido da empresa que criou? Bem, à medida que a empresa crescia contratamos alguém supostamente muito talentoso para dirigir a Apple comigo, e por um ano as coisas foram bem. Mas nossas visões sobre o futuro começaram a divergir, e terminamos rompendo - mas o conselho ficou com ele. Por isso, aos 30 anos, eu estava desempregado. E de modo muito público. O foco de minha vida adulta havia desaparecido, e a dor foi devastadora. Por alguns meses, eu não sabia o que fazer. Sentia que havia desapontado a geração anterior de empresários, derrubado o bastão que havia recebido. Desculpei-me diante de pessoas como David Packard e Rob Noyce. Meu fracasso foi muito divulgado, e pensei em sair do Vale do Silício. Mas logo percebi que eu amava o que fazia. O que acontecera na Apple não mudou esse amor. Apesar da rejeição, o amor permanecia, e por isso decidi recomeçar. Não percebi, na época, mas ser demitido da Apple foi a melhor coisa que poderia ter acontecido. O peso do sucesso foi substituído pela leveza do recomeço. Isso me libertou para um dos mais criativos períodos de minha vida. Nos cinco anos seguintes, criei duas empresas, a NeXT e a Pixar, e me apaixonei por uma pessoa maravilhosa, que veio a ser minha mulher. A Pixar criou o primeiro filme animado por computador, Toy Story , e é hoje o estúdio de animação mais bem sucedido do mundo. E, estranhamente, a Apple comprou a NeXT, eu voltei à empresa e a tecnologia desenvolvida na NeXT é o cerne do atual renascimento da Apple. E eu e Laurene temos uma família maravilhosa. Estou certo de que nada disso teria acontecido sem a demissão. O sabor do remédio era amargo, mas creio que o paciente precisava dele. 

Quando a vida jogar pedras, não se deixem abalar. Estou certo de que meu amor pelo que fazia é que me manteve ativo. É preciso encontrar aquilo que vocês amam - e isso se aplica ao trabalho tanto quanto à vida afetiva. Seu trabalho terá parte importante em sua vida, e a única maneira de sentir satisfação completa é amar o que vocês fazem. Caso ainda não tenham encontrado, continuem procurando. Não se acomodem. Como é comum nos assuntos do coração, quando encontrarem, vocês saberão. Tudo vai melhorar, com o tempo. Continuem procurando. Não se acomodem. Minha terceira história é sobre morte. Quando eu tinha 17 anos, li uma citação que dizia algo como "se você viver cada dia como se fosse o último, um dia terá razão". Isso me impressionou, e nos 33 anos transcorridos sempre me olho no espelho pela manhã e pergunto, se hoje fosse o último dia de minha vida, eu desejaria mesmo estar fazendo o que faço? E se a resposta for "não" por muitos dias consecutivos, é preciso mudar alguma coisa. Lembrar de que em breve estarei morto é a melhor ferramenta que encontrei para me ajudar a fazer as grandes escolhas da vida. Porque quase tudo - expectativas externas, orgulho, medo do fracasso - desaparece diante da morte, que só deixa aquilo que é importante. Lembrar de que você vai morrer é a melhor maneira que conheço de evitar armadilha de temer por aquilo que temos a perder. Não há motivo para não fazer o que dita o coração. Cerca de um ano atrás, um exame revelou que eu tinha câncer. Uma ressonância às 7h30min mostrou claramente um tumor no meu pâncreas - e eu nem sabia o que era um pâncreas. Os médicos me disseram que era uma forma de câncer quase certamente incurável, e que minha expectativa de vida era de três a seis meses. O médico me aconselhou a ir para casa e organizar meus negócios, o que é jargão médico para "prepare-se, você vai morrer". Significa tentar dizer aos seus filhos em alguns meses tudo que você imaginava que teria anos para lhes ensinar. Significa garantir que tudo esteja organizado para que sua família sofra o mínimo possível. Significa se despedir. Eu passei o dia todo vivendo com aquele diagnóstico. Na mesma noite, uma biópsia permitiu a retirada de algumas células do tumor. Eu estava anestesiado, mas minha mulher, que estava lá, contou que quando os médicos viram as células ao microscópio começaram a chorar, porque se tratava de uma forma muito rara de câncer pancreático, tratável por cirurgia. Fiz a cirurgia, e agora estou bem. Nunca havia chegado tão perto da morte, e espero que mais algumas décadas passem sem que a situação se repita. Tendo vivido a situação, posso lhes dizer o que direi com um pouco mais de certeza do que quando a morte era um conceito útil mas puramente intelectual. Ninguém quer morrer. Mesmo as pessoas que desejam ir para o céu prefeririam não morrer para fazê-lo. Mas a morte é o destino comum a todos. Ninguém conseguiu escapar a ela. E é certo que seja assim, porque a morte talvez seja a maior invenção da vida. É o agente de mudanças da vida. Remove o velho e abre caminho para o novo. Hoje, vocês são o novo, mas com o tempo envelhecerão e serão removidos. Não quero ser dramático, mas é uma verdade. O tempo de que vocês dispõem é limitado, e por isso não deveriam desperdiçá-lo vivendo a vida de outra pessoa. Não se deixem aprisionar por dogmas - isso significa viver sob os ditames do pensamento alheio. Não permitam que o ruído das outras vozes supere o sussurro de sua voz interior. E, acima de tudo, tenham a coragem de seguir seu coração e suas intuições, porque eles de alguma maneira já sabem o que vocês realmente desejam se tornar. Tudo mais é secundário. Quando eu era jovem, havia uma publicação maravilhosa chamada The Whole Earth Catalog , uma das BÍBLIAS de minha geração. Foi criada por um sujeito chamado Stewart Brand, não longe daqui, em Menlo Park, e ele deu vida ao livro com um toque de poesia. Era o final dos anos 60, antes dos computadores pessoais e da editoração eletrônica, e por isso a produção era toda feita com máquinas de escrever, Polaroids e tesouras. Era como um Google em papel, 35 anos antes do Google - um projeto idealista e repleto de ferramentas e idéias magníficas. Stewart e sua equipe publicaram diversas edições do The Whole Earth Catalog , e quando a idéia havia esgotado suas possibilidades, lançaram uma edição final. Estávamos na metade dos anos 70, e eu tinha a idade de vocês. Na quarta capa da edição final, havia uma foto de uma estrada rural em uma manhã, o tipo de estrada em que alguém gostaria de pegar carona. Abaixo da foto, estava escrito: 
"Permaneçam famintos. Permaneçam tolos. Era a mensagem de despedida deles. Permaneçam famintos. Permaneçam tolos. Foi o que eu sempre desejei para mim mesmo. E é o que desejo a vocês em sua formatura e em seu novo começo. Mantenham-se famintos. Mantenham-se tolos. Muito obrigado a todos."
Fonte: site da Universidade de Stanford
Tradução: Paulo Migliacci ME









REALIZADA A PESQUISA PARA CONSTRUÇÃO DO INVENTÁRIO DA OFERTA TURÍSTICA DE PINDARÉ

  Este inventário sobre a oferta turística no município faz parte do Plano de Ação do Departamento Municipal de Turismo.   A Equipe/Grupo d...